Toda a gente fala de “IA” hoje em dia, mas poucas pessoas conseguem explicar, em duas frases, o que está realmente a acontecer quando escrevem numa caixa de texto e recebem uma resposta em segundos. Este primeiro módulo do Curso IA serve exactamente para isso: perceber, sem jargão, o que é um modelo de linguagem, o que o Claude sabe (e não sabe) fazer, e porque vale a pena aprender a trabalhar com ele.
O que é, na prática, um modelo de linguagem
O Claude, o ChatGPT ou o Gemini são todos “modelos de linguagem” (LLMs): sistemas treinados com enormes quantidades de texto que aprenderam a prever, palavra a palavra, qual é a continuação mais provável e coerente de um pedido. Não “pensam” como uma pessoa, não têm acesso à internet em tempo real por defeito, e não guardam memória de conversas anteriores a não ser que isso seja explicitamente activado. O que fazem muito bem é combinar linguagem, contexto e padrões aprendidos para produzir texto útil — resumos, rascunhos, explicações, código, traduções.
O que significa “alucinação”
Porque preveem a resposta mais provável e não consultam uma base de factos verificada, estes modelos podem, com total confiança, inventar informação que soa plausível mas está errada — datas, nomes, citações, números. Chama-se a isto “alucinação”. Saber que isto acontece é a primeira regra de literacia em IA: usar o Claude para acelerar trabalho, não para substituir verificação em temas que exigem precisão factual.
Porque o Claude, em particular
Entre os assistentes disponíveis, o Claude destaca-se por ser particularmente cuidadoso a seguir instruções longas e detalhadas, e por lidar bem com documentos extensos — contratos, relatórios, artigos inteiros. É por isso que, ao longo deste curso, vais ver exemplos práticos de marketing e gestão de conteúdo feitos com o Claude: não é teoria, é o que uso no meu próprio trabalho todos os dias.
Próximo módulo: como escrever pedidos (prompts) que realmente funcionam.