Ter acesso ao Claude não chega — a diferença entre uma resposta genérica e uma resposta verdadeiramente útil está quase sempre na forma como se escreve o pedido. A este pedido chama-se “prompt”, e escrever bons prompts é uma competência que se aprende rápido, mas que a maioria das pessoas nunca treina.
Regra 1: ser específico, não breve
“Escreve um email” produz um resultado genérico. “Escreve um email para um cliente a informar um atraso de 3 dias na entrega, tom profissional mas próximo, sem pedir desculpa excessiva” produz um email que já se pode enviar quase sem editar. Quanto mais contexto (para quem é, com que objectivo, que tom), melhor o resultado.
Regra 2: dar exemplos
Se tens um estilo próprio — de escrita, de formatação, de estrutura — mostra um exemplo ao Claude antes de pedires o resultado. “Escreve no mesmo tom deste texto: [colar exemplo]” funciona muito melhor do que tentar descrever um estilo em palavras.
Regra 3: iterar, não aceitar a primeira resposta
A primeira resposta raramente é a final. “Mais curto”, “mais informal”, “tira o último parágrafo”, “muda o título” — tratar a conversa como um vaivém de ajustes, não como uma pergunta única, é o que separa quem usa o Claude ocasionalmente de quem o usa todos os dias como ferramenta de trabalho.
Regra 4: pedir o formato que precisas
Podes pedir explicitamente a estrutura de saída: “em três bullets”, “em formato de tabela”, “sem formatação, só texto corrido para colar num email”. O Claude segue estas instruções de formato com bastante fiabilidade quando são explícitas.
Próximo módulo: casos de uso concretos para o dia a dia de trabalho.