Há uma parte deste curso que não é opcional para quem gere uma equipa: desde agosto de 2025, o Artigo 4º do Regulamento Europeu da IA (AI Act) obriga qualquer organização que use sistemas de inteligência artificial a garantir que os seus colaboradores têm “literacia em IA” suficiente para os usar de forma informada e responsável.
O que isto significa, em concreto
Não é preciso desenvolver IA para estar abrangido — basta usar ferramentas como o Claude, o ChatGPT ou qualquer assistente semelhante no trabalho. A obrigação aplica-se a qualquer empresa, de qualquer dimensão, que use estes sistemas, e cobre perceber capacidades, limitações e riscos — como as alucinações mencionadas no primeiro módulo, ou o uso indevido de dados sensíveis nestas ferramentas.
Porque a maioria das empresas ainda não tratou disto
Em Portugal, 58% das empresas já usam pelo menos uma ferramenta de IA, e 60% das organizações investiram em formação relacionada com IA no último ano — mas apenas cerca de 20% o fizeram de forma significativa e estruturada em IA especificamente. Há uma obrigação legal em vigor e uma lacuna real entre quem usa estas ferramentas e quem sabe demonstrar que a equipa foi devidamente preparada.
O que fazer com esta informação
Se giras uma equipa que já usa IA no dia a dia — mesmo que informalmente — vale a pena documentar que existiu formação: quem participou, o que foi coberto, quando aconteceu. Não é burocracia por burocracia, é a forma de conseguires demonstrar conformidade se algum dia for pedido.
Próximo módulo: o projecto final do curso.