O Bernardo Mota Veiga é viseense, engenheiro físico de formação e gestor de profissão, com uma carreira feita no setor da energia — passou por empresas como Voltalia, Smartenergy e Muon Electric, é membro do board do Global Solar Council, e ocupa hoje um cargo de topo na Amarenco Group, ligado à área comercial e de receitas de energia.
Mas o que o torna verdadeiramente interessante veio de um sítio inesperado: depois de uma pós-graduação em Bioética, começou a interessar-se por inteligência artificial — não pelo lado técnico, mas pelo que a IA está a fazer ao comportamento humano. Daí nasceu o conceito de “Aithropology”: a ideia de que precisamos de uma disciplina nova, que junte antropologia, filosofia e ética à engenharia que constrói estes sistemas, em vez de tentarmos “acrescentar ética depois”.
Escreveu um livro/manual sobre o tema com esse mesmo nome, dirigido a investigadores e programadores, e também um romance techno-thriller, “Frequência da Ressonância”, para tornar essas preocupações acessíveis a quem não é da área. A tese central é simples de entender e difícil de ignorar: a IA “vai adquirindo inteligência e vai ela própria criando as suas próprias linhas de código”, por isso nunca pode ser tratada como uma simples ferramenta.
Entra nesta lista por ser um exemplo raro: alguém de Viseu a pensar sobre IA com um enquadramento sério, numa altura em que este blog também está a lidar de perto com o impacto da IA nas pesquisas e no conteúdo online.
Ligações
Profissional
Global Solar Council — board
Amarenco Group — org chart
Portugal Ventures — perito
Bernardo Mota Veiga
LinkedIn
Artigos de opinião — CNN Portugal