Aproveite o empurrão que os outros lhe podem dar

Demorei anos para assimilar conceitos que outras pessoas bem-sucedidas me davam de borla, mas temos a mania de aprender da pior forma… a errar!

 

O dinheiro não é o problema nem a solução

Até há uns anos atrás pensava que se tivesse dinheiro resolvia todos os problemas, mas estava redondamente enganado, se nessa altura me tivessem dado um milhão de euros, e não iria saber o que fazer com eles. O mais certo era fazer mais do mesmo que tinha feito até então, e iria conseguir mais do mesmo que tinha conseguido até então.

Quando o dinheiro é um problema, ou melhor, a falta de dinheiro é um problema, é comum recorrer a um empréstimo bancário, quer seja a nível pessoal quer seja nas empresas. Assim, ficamos com dois problemas, o da falta de dinheiro e o da nova dívida. A falta de dinheiro é uma consequência de algo e esse algo é que tem de ser identificado e alterado, para que não gere falta de dinheiro nem necessidades de empréstimos bancários.

Também não é a solução, porque quando resolvemos um problema com dinheiro podemos estar a tapar o “sol com a peneira” porque efetivamente podemos não ter resolvido o que gera o problema e poderá voltar a aparecer. O que fará nessa altura? Pede mais dinheiro emprestado?

O dinheiro é uma consequência das suas ações, aprenda a gerar dinheiro e o dinheiro deixará de ser um problema.

 

Sem objetivos não há destino

Imagine que mora no Porto e precisa de se deslocar a uma reunião a Lisboa. Sabe exatamente qual é o ponto de partida e o ponto de chegada. Sabe que o seu objetivo é chegar a Lisboa, é um objetivo bem definido.

Para atingir o seu objetivo pode utilizar o seu carro, viajar de comboio ou autocarro. Até poderia ir a pé se tivesse uma semana para lá chegar… sabemos que as formas de lá chegar podem ser inúmeras, mas o nosso objetivo é chegar a Lisboa.

Já fazemos isto todos os dias quando saímos de casa para ir para o trabalho. Fazemos isto quando vamos de férias para outra cidade, sabemos que o objetivo é chegar aquela cidade e por vezes simplesmente somos encaminhados pelas indicações do GPS. Estamos focados nesse objetivo e o que fazemos é um conjunto de ações para alcançar esse destino.

Imagine que o local de chegada não está definido, ou seja, se não tivermos um objetivo, o que acontecerá? Provavelmente irá vaguear entre várias direções até ficar sem combustível ou até perceber que não tem sentido nenhum andar a vaguear pela estrada.

Fazemos isto diariamente, no nosso ciclo vicioso, mas quando se trata de criar objetivos para alcançar os nossos sonhos, raramente criamos um road book que nos leve ao nosso destino.

Para mim foi difícil entender que o tinha de fazer, todos sabemos que determinar objetivos é importante, mas raramente o fazemos para alcançar os nossos sonhos. Quando comecei a criar objetivos para tudo o que queria alcançar, comecei a focar-me mais no processo, comecei a perceber que alguns sonhos seriam inalcançáveis se continuasse a agir da mesma forma, comecei a definir pequenas tarefas, mais fáceis de concretizar para não correr o risco de desmotivar, comecei a desmontar o “todo” e olhar para cada dia como uma parte em que existem ações especificas e para executar em cada dia.

A maior parte dos nossos sonhos parecem inalcançáveis porque não temos um manual de instruções para os tornar reais. Temos de começar a fazer o nosso manual de instruções, ainda que possa ser alterado várias vezes. Garanto-lhe que vai errar em algumas decisões, vai achar que o melhor caminho é o da direita e vai “espalhar-se ao comprido”, mas faz parte da aprendizagem e do percurso. Sem sofrimento, não há vitória.

 

Não esconder as vulnerabilidades

É fácil esconder-se por detrás de um logotipo, imagem de perfil, ou imagens carregadas de filtros e raramente expomos as nossas vulnerabilidades às pessoas que não conhecemos e, por vezes, até às pessoas que estão mais perto de nós, mas no final de contas, é o que nos torna reais.

Às vezes este conceito é difícil de explicar porque efetivamente estamos a mostrar as nossas fraquezas e tendencialmente é visto como uma “coisa” má, mas o impacto que a sinceridade, a integridade e a autenticidade tem na nossa identidade e exposição pública é enorme, assim como os resultados que podem advir desta forma de estar.

 

Vítimas do nosso ego

Já lhe aconteceu alguém dar uma opinião diferente da sua, e ainda assim continuar convicto da sua opinião sem pestanejar? Acontece recorrentemente. Quando penso em fazer algo de novo peço opiniões a algumas pessoas (os meus peritos) e, hoje já consigo ouvir as opiniões deles, absorve-las e misturá-las com as minhas. Mas nem sempre foi assim, por vezes só me apetecia dizer, “Mas quem és tu para me contrariares, tu não estas a perceber?” Agora, é tão mais fácil dizer “de facto podes ter razão, vou analisar essa possibilidade”. Esta atitude representa uma mudança com um impacto gigantesco nas nossas decisões. Seja inteligente e não deixe que o seu ego comande as decisões.

 

 Apostar no conhecimento.

Em tempos, quando pensava em fazer um curso ou uma palestra, quando pensava em comprar um equipamento para melhorar os meus serviços ou quando pensava em adquirir um novo software ou aplicação, pairava sempre um sentimento de culpa “não estarei a gastar demasiado? E será que vale a pena?” Hoje não tenho qualquer reticencia a adquirir o que quer que seja, que tenha a potencialidade de me fazer uma pessoa ou um profissional melhor. Pode apenas ser uma frase num livro, mas que justifica o investimento naquele livro. Pode também não me trazer qualquer mais-valia, e mesmo assim não vejo como um custo, mas sim como uma aprendizagem, um custo de aprendizagem. Já gastei muito dinheiro em equipamentos, formações, software ou outras coisas, que por alguma razão, não me acrescentaram valor, ainda assim não choro esse dinheiro. Como posso saber se é o equipamento, a formação ou o livro certo para investir? Não sei, só depois de usufruir dele é que lhe posso responder.

Não tenha qualquer problema em investir em si, você é o seu principal ativo, instrua-se para valer cada vez mais.

Muitas pessoas hesitam em gastar 15 euros num livro que possa acrescentar algo de positivo, não hesitam em gastar 15 euros em cerveja que pode trazer graves problemas à saúde.

 

Procure a perfeição, se não conseguir seja imperfeito

Sou obcecado pela estruturação dos projetos, não gosto de tornar público algo que ainda não faça sentido ou que não esteja visualmente apelativo. É uma boa obsessão, no entanto em muitas alturas foi impeditivo de avançar, fazendo atrasar a possibilidade de sucesso, apenas porque queria satisfazer um capricho. O ditado “vale mais imperfeito hoje do que perfeito amanhã” em muitos casos faz todo o sentido. Além disso, quando procuramos a perfeição, raramente chegamos a um ponto final, porque tudo pode ser melhorado, e nesses casos estaríamos constantemente a hipotecar um lançamento.

 

A importância das decisões

A nossa vida é feita de decisões, pequenas e grandes decisões, mas qualquer uma define o nosso futuro. Olhe para trás e liste algumas decisões que tomou que influenciaram a sua vida. A área que escolheu ao ingressar no 10º ano, os amigos que escolheu, a pessoa que escolheu para viver ao seu lado. Todas estas decisões definiram o rumo da sua vida. Mas não só as grandes decisões, também as pequenas, como o que decide tomar ao pequeno almoço, o meio que escolheu para se deslocar para o trabalho, a forma como lida com os seus colegas. São decisões tomadas por si e que terão consequências no futuro, boas ou más, haverá sempre uma consequência.

Quando tomar uma decisão pense que consequências terá no futuro e quanto poderá influenciar o rumo da sua vida.

 

O seu principal ativo

Percebi que o principal ativo não eram os meus negócios, o meu dinheiro ou os meus bens. O meu principal ativo sou eu próprio e percebi também que o meu estado físico e mental influência os meus resultados.

Foi uma das grandes mudanças que fiz comigo próprio. Agora obrigo-me a estar em forma física, procuro um equilíbrio mental e emocional, e procuro um bem-estar e um bom relacionamento com os outros. Pequenas mudanças originaram grandes resultados e nunca conseguirá grandes resultados com um corpo e mente medíocre. Até pode conseguir algo de imediato, mas a longo prazo não conseguirá manter uma alta performance porque os seus resultados dependem do seu estado físico e emocional.

 

Menos é mais!

Tenho a certeza que já ouviu falar na regra dos 80/20? 80% dos nossos resultados provem de 20% dos nossos esforços. O que quer dizer que 20% dos nossos resultados provêm de 80% dos nossos esforços. Alguma coisa está mal, certo? Não é preciso ser muito inteligente para perceber que vale mais apostar nos 20% dos nossos esforços que geram 80% dos nossos resultados.

Quando comecei a aplicar esta regra na minha empresa, comecei a ter mais tempo, clientes difíceis começaram a desaparecer, o trabalho começou a fluir melhor, a equipa de trabalho mais focada e com melhores resultados.

Tenha a coragem para aplicar esta regra na sua empresa, no seu trabalho ou na sua vida pessoal, e verá que coisas boas acontecerão.

Faça um exercício, analise quantas horas passa nas redes sociais, e a cada hora que passe, escreva de que forma aquela hora nas redes sociais melhorou a sua vida.

 

A responsabilidade é sua

Temos o hábito de nos elogiarmos quando conseguimos algo bom e uma tendência natural para culparmos alguém ou alguma coisa quando algo corre mal. A verdade é que na maioria das ocasiões a culpa é sempre nossa e, quando decidir assumir a responsabilidade por todos os seus atos, ganhará a possibilidade de reagir a seu favor. Culpar os outros não resolve nada, muito pelo contrário, apenas piora as situações que só por si já eram más.

Assumir a total responsabilidade por todas as minhas más decisões, foi o que me levou à necessidade de uma transformação pessoal. Este livro é também uma consequência dessa transformação.

 

Atenção às prioridades

“Não tenho dinheiro para fazer aquela viagem de sonho”. Quantas vezes já afirmou isso? Deixe-me dizer-lhe o que está a acontecer. Essa viagem não é uma prioridade para si, porque se fosse já a tinha feito.

Parece-lhe confuso? Muitas pessoas têm este sonho, ou outro, mas acreditam que não o podem realizar, ainda assim gastam dinheiro em coisas como tabaco, café, bebidas alcoólicas ou outras coisas que não acrescentam nenhum valor. Para estas pessoas fumar é prioritário, beber café é prioritário e beber bebidas alcoólicas é prioritário. Fazer a viagem de sonho não é prioritário.

Defina bem as suas prioridades e verá que poderá alcançar muito mais com pequenos esforços.

 

Dê para receber

Já escrevi sobre este assunto no trilho das relações, mas nunca é demais referir. Se queremos receber algo de outra pessoa, temos de dar primeiro, e por incrível que pareça, temos de dar sem a perspetiva de receber algo em troca.

Quando doa roupa usada está à espera de receber algo em troca? Provavelmente não. Este é o exemplo de uma verdadeira doação, não conhecemos a pessoa que vai usufruir daquela roupa, nem a pessoa que vai usufruir saberá quem a doou. Doar faz-nos sentir mais humanos e mais agradecidos.

Existem muitas formas de doação, podem ser bens materiais, dinheiro, educação ou até informação. Quando falamos em doações lembramo-nos sempre de bens materiais ou monetários, mas experimente doar um pouco de tempo, carinho e companhia a um idoso desfavorecido e isolado, consegue imaginar o impacto que terá na vida desta pessoa? E você, como se sentirá?

Se ajudar uma pessoa transmitindo-lhe conhecimento e experiencia, não estará a doar tempo e conhecimento? Claro que sim, desde que não espere receber algo em troca, será uma doação. Acredito que muitas vezes o ato de doar, tem mais impacto na pessoa que dá do que na que pessoa que recebe.

 

A riqueza dos erros

Ninguém gosta de errar, eu também não gosto de errar. Não vamos acertar sempre, o que quer dizer que vamos errar muitas vezes, isso é certo. Se isso é certo então aprenda algo com os erros e transforme os erros em sabedoria.

Experimente fazer um negócio ruinoso? O que aprenderá? Tenho a certeza que aprenderá muito mais do que se fizer um negócio fantástico sem saber como. Fazer um negócio fantástico sem saber como, é bom para a carteira e para o ego. Fazer um negócio ruinoso é muito mau para a carteira e muito bom para a nossa experiência. Esprema tudo de bom que só um erro pode dar, assimile toda a sabedoria e utilize-a para o futuro, como uma arma.

 

O seu principal inimigo

Já escrevi sobre o nosso “armazém de registos” e sobre o poder que este tem sobre as suas decisões. Na maior parte das vezes acabamos por ser nós próprios a aniquilar os nossos sonhos. Ter a noção, de que nós podemos ser o nosso principal inimigo, é meio caminho andado para sermos o nosso melhor amigo. Não me posso queixar da minha situação atual, porque fui eu o responsável. Preguiça, indisciplina, desistente, vergonha, medos, maus hábitos… Nunca ninguém me fez tão mal como eu fiz a mim próprio.

 

Se não sentir paixão, saia.

Se está a tentar fazer algo para melhorar a sua vida e não sentir paixão pelo que está a fazer, então não está no sitio certo. Quer seja um emprego ou um novo negócio, tem de sentir paixão e alegria pelo que está a fazer. Como já escrevi, a sua mente vai encarregar-se de tornar o processo difícil, então, não adicione mais uma variável, fazer o que não gosta.

Saia da sua zona de conforto, mas não altere o que o apaixona e o que o move.

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