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Discuti comigo próprio e pouco tempo depois, enfurecido, gritei “NUNCA MAIS”

Para mim aquele “momento zero”, foi muito importante. Foi como a celebração de um contrato comigo próprio. Nesse dia peguei num caderno e caneta, e escrevi todos os hábitos que queria alterar. Escrevi também, de que forma esses hábitos prejudicavam a minha vida e a dos que me rodeiam.

Saí do escritório e comecei a vaguear de carro até parar num local no qual me identifico, não tem nada de especial, apenas me sinto bem. Comecei a ler aquelas frases que tinha acabado de escrever e reli em voz alta. A certa altura já lia como se estivesse a discuti comigo próprio e pouco tempo depois, enfurecido, gritei “NUNCA MAIS”. Não me vou aprofundar no que aconteceu naquele dia, porque não o ajudará em muito. Terá de procurar esse momento e senti-lo, se não o sentir serão só palavras e pensamentos que não o levarão ao sucesso.

 

É curioso que depois de uma agitação interior tão intensa acaba por se transformar numa paz interior e serenidade como se eu já tivesse escrito o meu futuro.

 

Quando andava no 5º ano de escolaridade, estava um dia à espera que chegasse o professor junto da porta da sala de aula. Entretanto, um aluno mais velho (provavelmente do 9º ano), mais alto, mais forte e com bastante mais autoridade, (a ideia que eu tinha era que já era homem enquanto eu era apenas uma criança), começou a “meter-se” comigo. Começou a dar pequenos toques na cara, como que chapadas de brincar e não parava, sofri de violência física e psicológica durante alguns minutos. Tenho a certeza que não me queria fazer mal, era apenas uma brincadeira de mau gosto. Entretanto foi-se criando um mau estar no meu estômago que rapidamente se transformou numa força inexplicável que inconscientemente me fez puxar o braço atrás e dar uma valente bofetada a este “homem” de barba rija (sim, lembro-me de sentir as picadas da barba na minha mão franzina). Como é obvio de seguida levei uma carga de porrada, muito pela vergonha que o fiz passar.

O que eu senti naquele momento, aquela força interior que me fez dar uma bofetada aquela pessoa, foi um sentimento semelhante ao que senti neste dia. É um momento em que saímos da nossa zona de conforto e que sentimos uma força interior capaz de mover montanhas. Como não está a sentir isso neste momento, é natural que pareça uma história de fachada, mas garanto-lhe que se o sentir terá um impacto tremendo na sua vida pessoal e profissional.

 

Pode ainda estar a pensar, “mas eu queria era ganhar muito dinheiro, sentir algo pode ficar para depois…” É por isso que a maior parte das pessoas não consegue enriquecer, porque pensam demasiado no dinheiro, pensam demasiado no prospeto final e ignoram o processo até lá chegar. Isso aconteceu comigo durante vários anos. Uma vez perguntei ao meu Mentor “Nunca sentiu pressa para alcançar algo?” e ele respondeu: “Devias ser agricultor durante algum tempo”, como é obvio não percebi nada daquela resposta, mas ele explicou:

 

“Na agricultura existe uma época específica para semear ou plantar e há uma época específica para tratar e colher. Na agricultura não podemos acelerar os processos, ela leva o seu tempo e é preciso respeitar esse tempo.”

 

Se quiser ganhar muito dinheiro, é preciso que tenha características especificas, incluindo disciplina, determinação, ambição, coragem, firmeza e persistência. Pode achar que tem tudo isto, mas se não o sentir, não valerá de nada.

Garanto-lhe que se não conseguir mudar o que o tem impedido de ser bem-sucedido, nunca vai ser bem-sucedido, e nunca enriquecerá. Na nossa vida, o que possuímos hoje, é o reflexo do que fizemos no passado É reflexo das decisões que tomamos no passado, portanto, a não ser que mude a forma como age e pensa, nada mudará.

E se não acontecer nada consigo? Lembre-se, é um processo, não é um estalar de dedos. Eu próprio já tinha feito várias tentativas de mudança, mas sempre sem sucesso, porque não estava a sentir o que estava a dizer, a querer ou a desejar. No fundo estava na esperança que algo acontecesse, mas pouco fazia para se tornar realidade. Se não acontecer nada consigo, continue a pensar no assunto, continue a falar sobre o assunto. Lembre-se que aquilo em que nós acreditamos tornam-se nos nossos pensamentos, os nossos pensamentos tornar-se nas nossas palavras, as nossas palavras tornam-se nos nossos atos, os nossos atos tornam-se nos nossos hábitos e os nossos hábitos tornam-se no nosso destino.

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