O Gatilho

Na minha prateleira dos livros, estava o livro «Inabalável» de Tony Robbins, mais um que não tinha acabado de ler. Tony Robbins era um autor que me despertava alguma curiosidade. Seguia o trabalho dele nas redes sociais, mas sem grande frequência. Um dia o Tony Robbins publicou um vídeo nas redes socias com um tema que decidi comentar com o meu amigo Pedro Silva-Santos, já não me lembro qual era o tema, apenas me lembro que o Pedro disse:

– “Tens de ver o documentário «I am not your guru», é sobre um evento que o Tony Robbins faz, vais gostar”.

 

A ideia que eu tinha do Tony Robbins, muito por causa do livro que tinha na prateleira, era de um consultor financeiro, muito devido ao subtítulo do livro “O método para conquistar a independência financeira”. Apesar de ser um assunto que me interessava, não era o assunto que eu precisava de explorar naquela altura.

No dia seguinte, depois de almoço, comecei a ver o documentário e não consegui parar de ver. Estava no escritório com várias tarefas para fazer, mas por alguma razão, não consegui desligar a minha atenção daquele documentário. Não considero este documentário, a coisa mais espetacular que já vi, mas foi com certeza o fator que despoletou um abanão em mim próprio. Lembro-me que durante toda a tarde estive a mastigar todos aqueles sentimentos que estavam a fervilhar no meu corpo.

 

Esse dia foi o momento zero, foi o momento em que senti que a transformação tinha de começar. Já tinha decidido “mudar” muitas vezes ao longo da minha vida, mas nunca tinha sentido a firmeza, a ambição e a paz que tinha sentido naquele momento.

 

Já incentivei várias pessoas a verem esse documentário, mas para meu espanto, a maioria, não ficou tão entusiasmada como eu, e cheguei a pensar… estarei a ficar maluco?

Mais tarde percebi que fez parte de um processo, ou seja, ver aquele documentário só por si, provavelmente também não iria ter o impacto que teve em mim. Mas fazendo parte de uma procura de algo maior durante anos, da junção de conhecimento adquirido durante anos, a nível de comportamentos, marketing, neuromarketing, estratégias, comunicação, psicologia… fez daquele momento o gatilho final, o gatilho que fez iniciar uma nova jornada. Não foi o documentário só por si, foi um conjunto de eventos e o último evento foi o documentário.

É importante perceber que isto também pode acontecer consigo, pode aplicar o plano de transformação pessoal e ser apenas um ato isolado sem a capacidade para despoletar uma reação explosiva em si. Pode ser que seja apenas mais uma tentativa, que faz parte de um processo, neste caso não pode parar de se instruir, de se formar, de procurar um caminho e quando sentir esse gatilho, pode voltar a fazer o plano de transformação pessoal novamente.

Este plano pode ser repetido quantas vezes necessitar e deve ser reformulado sempre que for preciso. Não é um plano fechado, é um plano com um sistema que o ajuda a encontrar os caminhos e as formas de atingir os seus objetivos, no entanto, os objetivos podem mudar assim como as formas de o alcançar.

 

É importante perceber que o processo é bastante mais importante do que o objetivo final. Se apenas se focar no objetivo final, todo o caminho para lá chegar ficará em segundo plano, e provavelmente, levará ao fracasso.

 

Este plano, é um processo que implica descobrir-se a si próprio, identificar as suas principais objeções, contorna-las e criar uma nova pessoa. Não acredito que possamos emagrecer apenas tomando comprimidos ou suplementos, não acredito que possamos ser disciplinados apenas porque se não formos pagamos uma multa, não acredito que possamos ser eficazes quando atiramos as tarefas mais complicadas para último lugar. Isto é confortável para nós, mas o que o levará ao sucesso, é olhar de frente para o que é desconfortável e saber lidar com isso.

A certa altura, quando tiver de resolver um assunto desconfortável, vai sentir uma enorme resistência a faze-lo, sabe o que é isso? É o seu cérebro a funcionar corretamente, porque ele está configurado para nos proteger. Se é desconfortável o nosso cérebro assume que nos podemos magoar, por isso desenvolve essa resistência, o que faz com que na maior parte das vezes o cérebro ganhe essa batalha. Mas este é um assunto que vamos desenvolver ao pormenor mais à frente.

Antes de passarmos à ação, gostaria de falar um pouco sobre a forma como usar este plano. O plano de transformação pessoal, foi desenvolvido com base na minha procura de respostas, para entender e esquematizar os meus sonhos e objetivos. Como já referi pode ser alterado e modificado as vezes que entender. É um plano pessoal em que será a personagem principal e terá de fazer algumas descobertas sobre si próprio. Pode levar, a que não seja uma utilização única e imediata, e sim um processo que terá de entender e adaptar a si mesmo.

Cada passo a tomar é identificado como um trilho, um caminho muitas vezes sinuoso e árduo, mas cada trilho será também uma conquista e uma autossuperação. Estes trilhos foram elaborados com base nas minhas principais vulnerabilidades.

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