Ao longo do meu percurso profissional, lancei empresas, iniciei projetos, mudei de rumo mais do que uma vez e tomei decisões que nem sempre eram as mais seguras. Em muitos desses momentos, havia uma constante: ela.
Nem sempre esteve na linha da frente. Nem procurou protagonismo. Mas esteve presente quando era preciso ouvir uma ideia pela décima vez, quando um projeto corria bem, quando outro falhava, quando era necessário voltar a acreditar ou simplesmente continuar.
Ser casada com alguém que vive constantemente a criar, a arriscar e a perseguir novas ideias não é fácil. Significa aceitar horários imprevisíveis, conversas sobre negócios ao jantar, preocupações que não ficam no escritório e uma enorme dose de incerteza. Mesmo assim, nunca deixou de caminhar ao meu lado.
A Susana ensinou-me que o sucesso profissional vale pouco se não houver alguém com quem o partilhar. E que, muitas vezes, a maior força de um empreendedor não está na capacidade de arriscar, mas na estabilidade que encontra quando chega a casa.
Muito do que construí tem o meu nome. Mas seria intelectualmente desonesto fingir que foi construído apenas por mim.
Porque por trás de muitos dos meus projetos, das minhas decisões e da pessoa que sou hoje, está também a Susana.
E por isso merece, com toda a justiça, um lugar nesta história.