Quando somos vítimas do nosso próprio negócio

Ser vítima do próprio negócio acontece com a maioria dos empresários. Eu próprio, sabendo o que é, como acontece e porque acontece continuo a cair nesta “rasteira”.

Ser vítima do próprio negócio acontece com a maioria dos empresários. Eu próprio, sabendo o que é, como acontece e porque acontece continuo a cair nesta “rasteira”.

Certamente já pensaram em fazer algo diferente pelo vosso negócio, para angariar mais clientes, melhorar processos ou atingir melhores resultados, mas dificilmente conseguimos uma ideia fantástica que marque a diferença perante a nossa concorrência e que seja uma mais valia para o consumidor.

Porque é tão difícil encontrar a nossa “galinha de ovos de ouro” no nosso negócio? A resposta está no título deste artigo, somos vítimas do nosso próprio negócio.

Certamente já disse estas palavras: “Na minha área não funciona assim” ou “isso não vai resultar”

Tal como a experiências vividas na nossa vida pessoal no passado, são fatores que influenciam as nossas ações no presente, as experiências na nossa vida profissional também influenciam as nossas ações enquanto empresários.

 

Cuidado com os “miúdos” que “não sabem nada…”

Somos vítimas do nosso próprio negócio quando achamos que “na minha área é assim, sempre foi e sempre será…” estamos redondamente enganados, e só damos conta quando surgir no mercado um jovem (que vamos chamar de louco),  que preste os mesmos serviços ou venda o mesmo produto que nós, com ideias à primeira vista completamente estapafúrdias.

Entre muitas razões, esse jovem vai começar a ganhar mercado e nessa altura já olhamos para ele como uma ameaça… até que vai acabar por conquistar uma grande cota de mercado nessa área.

Olhando para a minha história, e para a de tantos outros, quando criei o meu primeiro negócio, era um “puto” rebelde, sem registos mentais, ou experiências do passado que influenciassem a forma como me apresentava aos clientes.

Para a minha concorrência, empresas já maduras lideradas por profissionais experientes eu era apenas mais um iniciante a tentar a minha sorte, alguns até diziam: “não vai durar muito, não sabe o que isto custa”.

Felizmente não sabia o quanto custava, pois foi o que me fez avançar.

A concorrência está constantemente a nascer, liderada por pessoas mais novas, sem registos mentais de como se faz ou como sempre se fez. Vão apresentar coisas novas, diferentes, novas abordagens, novas plataformas, novos meios… e eles fazem isto de uma forma muito natural.

Já nós, mais maduros, temos alguma dificuldade em rasgar com o passado e com a monotonia dos nossos processos ou formas de abordagem, sempre foi assim, sempre será…

Pense como seria o seu negócio se pensasse assim:

Amanhã vou fechar a loja, apenas vou vender online;
Amanhã vou aumentar os preços para o dobro;
Amanhã vou pedir financiamento para investir em marketing;
Amanhã vou despedir todos os meus comerciais, e vou investir em comunicação;

A sua resposta provavelmente seria: vou à falência em um ou dois meses… está fora de questão!

Não está nada de errado consigo, quando dá esta resposta, a sua mente está a tentar protege-lo, porque sabe que sempre pagou as contas assim, portanto é melhor continuar assim. O problema é que o jovem que vai lançar o serviço/produto seu concorrente, não terá essa proteção da mente, mas sim, pelo contrário, uma irreverência que vai de encontro aos novos pedidos da sociedade.

É claro que os anos de experiência também nos trazem coisas muito boas, mas por vezes não chega…

Todos nós conhecemos a história da Kodak, quando íamos comprar um rolo para a nossa máquina fotográfica, a loja estava cheia de produtos da Kodak.
A Kodak dominou por várias décadas o mercado da fotografia a nível mundial.

Um dia alguém disse que o futuro era o “digital”, mas o alto custo de mudança para o digital fez com que a Kodak continuasse focada no mercado tradicional de fotos. Foi o grande erro desta empresa mundial, que a levou à falência.

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