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Quanto vale daqui a 5 anos? e Preciso mesmo disto? Normalmente estas duas perguntas justificam, ou não, uma compra.

Como eu gostaria de ter tanta coisa… quem não gostaria? Somos inundados por anúncios publicitários a induzir o consumo, como se o nosso nível de grandeza fosse medido pela posse bens. Eu sei que a nossa necessidade de posse de bens é venenosa, eu sei que a posse de bens, pode não trazer riqueza nem felicidade, ainda assim, e percebendo isto, continuo a querer possuir bens.

 

A verdade é que se analisarmos bem, o que pretendemos ao possuir um bem, um carro, uma casa ou um relógio, é o sentimento que a aquisição e a utilização do mesmo nos proporcionam, portanto, o que realmente procuramos, são sentimentos e emoções e não o bem físico.

 

Eu gostava de comprar um Ferrari. Porque? Porque quero sentir o poder de compra, e o poder de o poder comprar, porque gostaria de sentir o sentimento de vaidade e ostentação proporcionado pelo olhar das pessoas, e sentir o poder de um motor potente. Eu não quero ter um Ferrari, quer sentir o que um Ferrari me pode proporcionar.

A necessidade de posse é algo que a maioria das pessoas tem, eu incluído, porque é difícil resistir a tanta oferta. Fazemo-lo quando nos endividamos durante 30 anos para comprar uma casa. Quando compramos um carro de uma gama acima do que realmente necessitamos. Quando compramos algo saciamos, por alguns momentos, a “fome” de ter e possuir.

Quem tem esta “fome”, normalmente são pessoas que não tem a capacidade financeira de adquirir os bens, e procuram a compensação que o ato da compra lhes proporciona. Confesso que já caí muitas vezes nesta ratoeira, agora menos, mas ainda continuo a cair nela.

Um truque que tenho feito, é fazer duas perguntas quando penso em comprar algo: “Quanto vale daqui a 5 anos?” e “Preciso mesmo disto?” Normalmente estas duas perguntas justificam, ou não, a compra. Se comprar algo que valorize, vai sempre ganhar algum dinheiro numa possível venda, e se comprar algo que realmente precise, bem, neste caso tem mesmo de ser.

A verdade é que a posse de alguns bens não nos deixa enriquecer, costuma-se dizer que dinheiro faz dinheiro, certo? Ora se o dinheiro está convertido em bens, então não é possível fazer mais dinheiro, a não ser aqueles bens, que compramos com o intuito de ganharmos algo, com dividendos, rendas ou lucro numa possível venda.

Já reparou na mudança de alguns paradigmas em relação à aquisição de alguns produtos e serviços? Estamos a poder deixar de comprar carros, podendo fazer um aluguer de curta ou longa duração. Podemos deixar de comprar música ou livros, podendo fazer uma subscrição na Amazon e no Spotify. Já não compramos software em CD, fazemos uma subscrição mensal ou anual.

Quando falo deste assunto com amigos, e normalmente o assunto tem a ver com compra de carros, vem sempre a afirmação da praxe, “mas assim o carro nunca é teu”, mais uma afirmação envenenada pelo sentimento de posse (atenção, em alguns casos pode ser vantajosa uma compra, apenas estou a explicar o conceito). Neste momento tenho uma teoria, pago para me movimentar, e não para possuir uma viatura. Assumo uma despesa para me movimentar de um lado para o outro, utilizando um aluguer de longa duração. Além disso, se possuirmos uma viatura somos responsáveis por todas as manutenções, avarias, desgastes, imprevistos etc. Mais uma vez é só um exemplo, e dependendo da sua utilização pode fazer ou não sentido.

A verdade é que somos muito agarrados aos bens, basta abrir o seu guarda fatos para perceber que tem peças de roupa que não usa há anos, mas não se desfaz delas porque sabe que vai sentir uma sensação de perda, e para se desculpar diz para si mesmo “pode ser preciso mais tarde…”.

 

Habituei-me a ver sempre os dois lados da moeda, para cada afirmação poderá haver várias ilações e várias opiniões e, se a sua opinião é diferente da minha, não vejo uma discordância, vejo mais uma opção, ou seja, mais uma visão de outra pessoa. Provavelmente não estaremos todos certos nem todos errados, somos direcionados por vários fatores na vida e nenhuma direção está 100% correta ou errada.

 

Pode discordar com tudo o que eu disse até agora, e garanto-lhe que não estará 100% errado, mas se acreditar que o caminho é outro e não se esforçar a 100% para atingir os seus objetivos, então estará 100% errado.

 

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