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Se de repente alguém lhe desse uma grande quantia de dinheiro o que faria?

Tenho dito várias vezes que o dinheiro nunca é o problema nem a solução. Muitas pessoas pensam que se tivessem muito dinheiro teriam todos os problemas resolvidos, mas a verdade é que o segredo está na capacidade de realizar dinheiro, na sabedoria de lidar com o dinheiro e na ciência de fazer crescer o dinheiro.

Se de repente alguém lhe desse uma grande quantia de dinheiro o que faria? Guardava-o? Comprava algo? O que faria? A maioria das pessoas não lhe daria o melhor uso. Conhece aquela história, em que se distribuíssemos todo o dinheiro do mundo igualmente por todas as pessoas do mundo, em 5 anos, o dinheiro voltava para as mesmas mãos. Porquê? Porque na maioria das vezes, quem tem muito dinheiro aprendeu a ganhar dinheiro, e muitas vezes vemos empresários a perder tudo e a voltar a ganhar tudo.

 

A capacidade e a sabedoria em cuidar e multiplicar dinheiro, é o que diferencias as pessoas bem-sucedidas.

 

Já referi, que na minha adolescência devo ter ganho cerca de 17000 euros. Se eu tivesse investido esse dinheiro naquela altura (há 25 anos), com um rendimento de 30% com juros compostos, hoje teria cerca de 11 milhões de euros, com um rendimento de 15%, cerca de 500 mil euros, e com um rendimento de 7%, cerca de 90 mil euros. Em vez disso gastei todo o dinheiro em bens de consumo que me davam algum prazer nessa altura. A minha adolescência foi fantástica, portanto não me arrependo de ter gasto os 17000 em “coisas” que me traziam felicidade naquela altura, mas se pensar no que deixei de ganhar, cerca de 11 milhões de euros, dá que pensar. A quantia que eu ganhei é muito diferente da quantia que eu poderia ter ganho.

É fácil olhar para trás e dizer, “devias ter investido o dinheiro, agora terias 11 milhões de euros”. É tão fácil, como daqui a 25 anos, quando eu tiver 65 anos dizer “devias ter investido há 25 anos atrás, hoje serias milionário…”

Não podemos mudar o passado, mas podemos aprender com ele e alterar a nossa relação com o dinheiro no presente e colher no futuro. Quando tiver 65 anos não me quero lamentar do que poderia ter feito, quero colher os frutos que semeei hoje, amanhã e depois de amanhã…

O nosso “armazém de registos”, também funciona em relação ao dinheiro. A forma como lidamos com o dinheiro, está assente em valores que adquirimos no passado, podemos ser forretas, poupados, gastadores ou controlados, porque a certa altura da vida ganhamos essa valência, e sempre que pensamos em mudar, a nossa mente, mais uma vez, relembra-nos o quanto vai ser difícil.

A minha situação financeira atual reflete os meus valores, juízos e pensamentos em relação ao dinheiro. Isto acontece comigo, consigo e com a maioria das pessoas, e mais uma vez, a não ser que façamos algo diferente, vamos continuar a conseguir mais do mesmo.

 

Em toda a minha vida profissional consegui dinheiro para tudo o que era obrigatório, ordenados, salários, impostos e até um pequeno lucro ao fim do ano, mas nunca consegui sair dessa fasquia. Porque? Porque essa era a minha zona de conforto, e para conseguir mais, teria de sair da minha zona de conforto.

Pior do que isto, é que às vezes as pessoas nem sequer sabem quanto dinheiro tem, qual o montante exato das dividas que tem, nem quanto gostariam de ganhar ao certo, simplesmente dizem que gostariam de ganhar mais dinheiro.

Pode não ser responsável pela tempestade que lhe estragou todo o telhado, mas é responsável pela forma como lida com todos os eventos da sua vida, quer sejam os bons quer sejam os maus. A primeira coisa pela qual tem de ser responsável, é pelo que ainda não aconteceu, o inesperado, que tenho a certeza que lhe vai bater á porta um dia destes. Está a poupar para essa altura?

 

Uma coisa que aprendi com a leitura é que devemos poupar, investir e doar. Poupe, porque se não poupar não vai ter dinheiro para investir nem doar.

 

Para começar a poupar, e necessário apurar e quantificar todas as receitas e todas as despesas com exatidão. Normalmente temos uma ideia vaga em que é que gastamos o nosso dinheiro, normalmente fazemos aquelas contas de merceeiro…  renda + eletricidade + água + gás + combustível… etc. Mas experimente fazer uma análise aos movimentos da sua conta e categorizar todas as despesas. Vai ver que se calhar terá uma surpresa e provavelmente terá sentido repensar a forma como está a gastar o seu dinheiro.

Se calhar alguns de vocês estão a pensar: “Pois, mas eu tenho todo o meu dinheiro “contadinho” até ao fim do mês”. A verdade é que a maioria das pessoas vive com o dinheiro “contadinho” até ao fim do mês. As que ganham o ordenado mínimo vivem com o ordenado mínimo, as que ganham o dobro vivem numa casa melhor e tem um carro melhor. As pessoas que vivem com quatro vezes o ordenado mínimo, vivem numa casa ainda melhor, tem um carro ainda melhor e podem ir ao restaurante mais vezes. No entanto, no final do mês todos tem a mesma quantia na conta, perto do zero. É claro que existem exceções, mas se você não é uma exceção, vou dar-lhe um conselho, crie uma regra automática no seu banco que transfira um montante todos os meses para uma conta poupança, vai ver que nem dá por falta dele, pode ser um valor baixo, não interessa, o que interessa é o ato de poupança.

 

Aprendi num livro uma regra muito gira, identifiquei-me tanto com aquela regra, que passei a usa-la desde então. Imagine uma fonte de água de jardim, aquelas que tem vários patamares, em que a fonte enche o patamar mais alto, que é o mais pequeno, que quando está cheio transborda para o segundo patamar que é maior, e por sua vez quando este estiver cheio transborda para o terceiro patamar que é bastante maior. Associe o patamar mais alto (o mais pequeno) como a “Proteção Financeira”, o do meio (um pouco maior) como a Segurança Financeira” e o de baixo (bastante maior) como a “Liberdade Financeira”.

 

Para o patamar da “Proteção Financeira”, tal como o nome indica, serve para se proteger, no caso de ficar desempregado, por exemplo. Deverá custear todas as suas despesas mensais, e multiplicar pelo número de meses que pode demorar a conseguir um novo emprego, assim não terá problemas de liquidez. Não gosto de dar o conselho que vou dar a seguir, porque não sou um especialista em finanças, mas ainda assim vou dá-lo porque tenho a necessidade de passar esta mensagem. O número de meses que deve considerar para calcular a “Proteção Financeira”, deverá ser entre 12 e 24 meses. Assim, se tiver despesas mensais no valor de 1000 euros e se definir 18 meses de “Proteção Financeira”, deverá ter numa conta poupança 18000€. Para garantir que se lhe acontecer algo, tem 18 meses garantidos.

Para quem não tem uma poupança, a primeira coisa que lhe vem á cabeça é “mal tenho dinheiro para pagar todas as despesas, quanto mais poupar 18000€. Deve começar a poupar já, quanto mais tarde começar mais tarde conseguirá atingir o objetivo.

Além da proteção durante os 18 meses que a “Proteção Financeira” lhe proporciona, ela representa muito mais do que isso. Se ficar desempregado e não tiver “Proteção Financeira”, precisará de aceitar o primeiro emprego que encontrar, enquanto que se tiver a “Proteção Financeira”, poderá refletir e ponderar o que é melhor para si, quem sabe até participar em formações para ganhar mais valências para conseguir um emprego melhor. Viverá também mais descansado, sabe que tem uma almofada se algo correr mal, e por viver mais descansado sem o stress do dinheiro terá resultados bastante melhores, quer a nível profissional, quer nível psicológico quer a nível de saúde. Este método também deveria ser adotado nas empresas, já que permitiria a muitos empresários dizer “não” mais vezes. Este dinheiro pode ser investido em aplicações com juros e capital garantido, já que a ideia é não mexer no dinheiro, no entanto disponível para uma eventualidade.

Ao atingir o valor da “Proteção Financeira”, e se continuar a poupar irá sobrar dinheiro, tal como na fonte, quando o patamar de cima enche, a água começa a cair para o do meio, e aí pode começar a criar a sua “Segurança Financeira”.

Todo o dinheiro que começar a sobrar, terá de o colocar a trabalhar para si, ou seja, esse dinheiro terá de gerar ainda mais dinheiro, ainda assim com algum controlo e sem grande risco. Quando falamos em investir, normalmente lembramo-nos do banco e dos produtos que eles oferecem, mas existem muitas outras formas de gerar dinheiro. A bolsa, criação de um negócio, rendas, rendimentos passivos… etc. Existem uma vasta lista de opções. Aconselho-o a procurar formas de rendimento alternativas às que conhece.

Por exemplo, quase ninguém sabe que pode ganhar dinheiro com as fotografias que tem no computador, as suas fotos de férias, por exemplo, podem render algum dinheiro se as disponibilizar em bancos de imagem. Nunca mais terá de fazer nada e receberá rendimentos eternamente pela venda das fotos… (esta é uma das formas que uso para conseguir um rendimento passivo).

Leia livros, participe em palestras e em formações até encontrar a forma de investimento com que mais se identifica, mas lembre-se, estamos no patamar da “Segurança Financeira”, logo devem ser investimentos de baixo risco.

 

O último patamar, a “Liberdade Financeira” serve para arriscar, e se ganhar, ganhar muito. Ao ler isto, é tentador começar a arriscar já, para fazer dinheiro rápido, e até poderá ter sorte, mas uma pessoa bem-sucedida não se baseia na sorte, baseia-se em consistência de resultados e metodologia de uma vida e não de um momento de sorte.

Se fizer todos estes passos terá uma vida mais digna, digna de ser vivida, não baseada em luxos e consumos desnecessários, mas sim com um propósito bem definido, com consistência e disciplina. Mais tarde os seus amigos dir-lhe-ão que teve muita sorte, mas garanto-lhe, que este tipo de sorte dá muito trabalho.

 

Uma vez fiquei intrigado com um vídeo que vi de um escritor que seguia, o Gustavo Cerbasi, ele estava a apresentar a sua nova mansão de férias que tinha comprado. Dias antes tinha visto outro vídeo dele que dizia que a compra de uma casa para viver, não era um bom investimento… e fiquei confuso… mas mais tarde percebi. A pessoas tendem a comprar uma casa melhor do que as possibilidades, com a desculpa de que a casa é um investimento para o futuro, mas aprendi que um investimento é aquilo que coloca dinheiro na conta todos os meses ou todos os anos e o que tira dinheiro da conta todos os meses ou todos os anos é uma obrigação.

O novo rico terá poucas ou nenhumas obrigações e muitos investimentos. Além disso, no caso da compra da casa com recurso a crédito, a operação bancária é um negócio entre si e o banco, ou seja, o banco empresta o dinheiro com um juro, que será a margem de lucro do banco e ainda garante que se não pagar fica com o imóvel. Sim, comprar a casa a crédito é sempre um bom negócio, mas para o banco.

Mais uma vez não sou um especialista, sou uma pessoa comum, mas também as pessoas comuns têm de explorar algo sobre finanças. Fartamo-nos de trabalhar para conseguir dinheiro, então também nos devíamos fartar de procurar maneiras de proteger e investir o nosso dinheiro.

 

Lembre-se, eu sou um designer gráfico e estou a escrever um livro, se você é um enfermeiro, canalizador, funcionário publico ou outra profissão, poderá também aprender outras coisas. O ser humano tem essa capacidade, a capacidade de mudança e transformação. A menos que esteja contente e satisfeito com a sua situação atual, mude.

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